Iluminação em Cozinhas

Todo mundo já deve ter pensado em ter uma “cozinha dos sonhos” em casa, aquelas de novelas, super bem decoradas, com todos os eletrodomésticos em seus devidos lugares e com uma iluminação perfeita.

Porém poucos imaginam que o ambiente de cozinha é um dos locais que mais demandam iluminação e que possuem os projetos mais complexos de serem criados e até mesmo executados. Isso tudo acontece porque cada residência possui uma característica própria de seus donos e a iluminação deve acompanhar todas essas características e juntamente ser extremamente funcional.

Atualmente existem inúmeros “tipos” de cozinhas, existem as com grandes balcões, outras que optam por criarem ilhas com o objetivo de integração com outros ambientes da residência, existem aqueles projetos bem antigos/clássicos que a cozinha é praticamente um corredor comprido, com a janela no final e a pia por baixo da janela (estilo casa de vó) e por fim as cozinhas minúsculas de apartamentos studios.

Com todos esses tipos de cozinhas e outros inúmeros que preferi não citar, talvez fique mais fácil de entender o motivo de um projeto luminotécnico de cozinha se tornar tão complexo. Mas o ideal para uma cozinha é praticamente seguir uma receita de bolo para compor a iluminação, lembrando que essa receita é apenas para que ela fique funcional e “clara”. (Ambientes claros não é sinônimo de ambientes bem iluminados).

Para que a cozinha fique “clara” o ideal é sempre utilizar lâmpadas com temperatura de cor próximas a 4000K, eu prefiro não mencionar o uso das acima de 5000K, pois elas são muito azuladas e podem afetar o nosso ciclo cicardiano (é o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.).

Concordo que para uma cozinha, o ideal é uma pessoa ficar atenta à atividade que está fazendo e nesse ponto as lâmpadas acima de 5000K influenciam bastante em deixar desperto, mas já pensou em acordar de madrugada para beber água e acender a lâmpada que lhe “desperta”? Não parece nada legal, por esse motivo defendo em cozinhas de residências o uso de lâmpadas “Neutras” de 4000K e em projetos mais arrojados e intimistas até o uso de 2700K.

Mas em um cozinha também é muito interessante criar uma atmosfera com jogos e efeitos de luz, destacando alguns eletrodomésticos bonitos, alguns utensílios ou até mesmo ítens decorativos. Para esse tipo de efeitos, procure utilizar lâmpadas com ângulos de incidência bem baixos e com alta quantidade de lúmens (MR são as melhores).

Já para iluminar as bancadas de trabalhos, lembre-se de utilizar lâmpadas com índices de reprodução de cor acima de 90, essas informações estão nas embalagens de lâmpadas homologadas com as siglas IRC ou RA. Quanto maior esse índice, maior será a fidelidade em relação as cores dos alimentos. Caso utilize lâmpadas com IRC baixos, se torna muito difícil de saber se a maçã está madura, se os legumes estão velhos, etc. Lembre-se de posicionar as luminárias de maneira que evite sombras indesejadas, áreas escuras e que evite o ofuscamento (o maior vilão da iluminação).

Em áreas de pias podem ser utilizadas lâmpadas com IRC mais baixos, porém a quantidade de lúmens deve ser bem alta com o intuito de evitar acidentes com os talheres, louças ou utensílios durante o processo de limpeza.

Como disse no início, projetar cozinha é uma atividade super complexa, tentei explicar pontos chaves para criar um ambiente claro, lembrando que ambientes claros não necessariamente são bem iluminados!

Caso deseje criar um projeto de iluminação para uma cozinha dos seus sonhos, a Eazy Light com certeza apresentará as melhores soluções possíveis para o seu desejo.

 

Um abraço e até a próxima.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *